quarta-feira, 9 de julho de 2014

Mundial 2014 Meias-Finais

Alemanha 7-1 Brasil



Foi um bom tiebreak. Equilibrado. 
O Brasil do Felipão percebeu da pior forma que não basta a NªSrª do Caravaggio e a Alemanha de Löw tem agora vários problemas para gerir. Primeiro problema: eles estão no Brasil, país que acabaram de violar sem dó nem piedade. Imaginem o Hitler em Birkenau mas sem as SS - é mais ou menos a situação em que a selecção de Joachim Löw se encontra agora. Segundo problema: como é que sabes se te cuspiram para a comida ou se passaram as tuas batatas fritas pelo rego? Terceiro problema, este mais a sério: como é que uma equipa reage a uma vitória destas contra o país anfitrião? É de certeza mais complicado para Löw gerir um 7-1 do que um 1-0. Podem ficar fanfarrões, podem acusar a pressão por passarem a principais favoritos, podem acusar diarreias depois duns feijões minados a acompanhar uma picanha de jacaré... Quarto problema: o romance. A Miss Bum-Bum vai ser muito mais agressiva na hora de cobrar. A Miss Bum-Bum vai querer saber o número de telemóvel da Helga, a mulher que ficou em casa com os filhos, para lhe contar algumas coisas de que o marido gosta. Enfim, eu se fosse aos alemães já nem ia à final.
Tacticamente o que é que há para dizer sobre este encontro? Todos os caminhos vão dar a Marcelo? Finalmente uma equipa com os mesmos problemas do meu Benfica! Já não é só no Benfica que a culpa é sempre do lateral esquerdo. Vejamos... No lance do 1º golo a culpa é dos bloqueios, não é Vitó? É o David Luiz quem falha na marcação H-H mas a culpa? A culpa é do Marcelo que está de cócoras na linha de golo. Ai não faz sentido, engraçadinho, ai o bujas não faz sentido? E 7-1, faz sentido? No 2º golo o Marcelo quase parece um defesa que ganha milhões ao acompanhar Muller, em paralelo, criando uma linha mais que perfeita para todo o ataque alemão ficar em jogo e para Klose poder passar a ser o melhor marcador de sempre em fases finais de Mundiais. Espectáculo, Marcelo! No 3º golo a bola entra mais uma vez no lado direito alemão, com Marcelo, bem!, a ver centrar e com o resto da canarinha a pensar nos fantásticos novos menus do MacDonalds. Melhor restaurante do Mundo. Pensem assim. Vocês se comessem todos os dias pizza ou sushi fartavam-se passados 2 dias. No MacDonald's se comerem todos os dias um Big Mac nunca se fartam. É por isso que o MacDonald's é o melhor restaurante do Mundo e enquanto fazia este raciocínio o Fernandinho perdia a bola e pumba, golo da Alemanha. Entretanto, nas bancadas, mulheres, crianças e homenzarrões choravam porque lhes tinha saído um brinde repetido no Happy Meal. Há uma mulher de óculos com barrete na cabeça que quase me deu pena. Quase! A seguir o David Luiz pensou que não viria mal ao Mundo se ele tentasse o tackle a Khedira. Dante contra Ozil, Khedira e Klose e de facto não veio mal nenhum ao Mundo porque Dante já está mais que habituado ao inferno e a Divina Comédia tinha que continuar. O 6º golo, já na 2ª parte, foi mais um que partiu do lado direito do ataque alemão com mais uma excelente intervenção de Marcelo, a provar que está a evoluir enquanto homem estátua e que pode em breve assumir posição na Rua Augusta. O resto da selecção continuava a pensar nos menus do MacDonalds e a rezar para que não viesse brinde repetido no Happy Meal. O 7º golo já é a gozar e acabou com o jogo. A partir dali o Brasil dizia adeus à final porque já era muito complicado em 11 minutos virar, ainda para mais sem Hulk ou Fred, avançados da canarinha que marcaram, ora deixa lá ver... Um segundo, estou a conferir aqui uma estatísticas... Que marcaram 1 golo neste Mundial. Talvez não faça muito sentido este argumento... E o 7-1, faz sentido? Então calem-se. Surge então o tento de honra brasileiro, tento que só serviu para me estragar a Fantasy League do Mundial. 
Grande meia final... Tenho pena é do Bruno Cortês e do Rafael Copetti mas pelo menos o Friesenbichler ficou contente (a Áustria faz fronteira, vão-se foder). O Luisão e o Django Lima devem estar a rir-se que nem uns perdidos. Já vos disse que o Lima era titular nesta selecção? Yep. Fácil.
Vejam este 11 bem melhor do que o actual 11 Brasileiro:
Cássio / Baiano, Marcelo, Maurício, Jefferson / Ney Santos, Luan / João Pedro Galvão, Cleyton, Crivelaro / Deyverson

Argentina 0-0 (4-2 a.g.p.) Holanda



Horrível. Um conjunto de individualidades consegue, por entre os pingos da chuva, qualificar-se para uma final do campeonato do Mundo. Messi parece ser o empregado da loja de porcelanas que vai repondo tudo no sítio à medida que o elefante Sabella passa pelos corredores. Mas neste jogo não houve Messi, neste os meninos de serviço foram Enzo e Mascherano. As equipas tiveram demasiado respeito uma pela outra, demasiado medo de perder, demasiado medo de falhar e o jogo entrou numa toada igual à dos regressos da praia. Imaginem um dia na Caparica e um escaldão, imaginem 2 horas de trânsito de regresso a Lisboa com os putos a chorar no banco de trás e com 35º à sombra - foi assim este jogo.
Se a Argentina teve Enzo e Mascherano, a Holanda teve Vlaar e Wijnaldum. Vlaar foi um autêntico colosso a varrer as ofensivas argentinas. Todavia, enquanto equipa, a Holanda deixou muito a desejar contra uma Argentina que à partida não seria difícil de rebentar. Sabella não deu ordens a Rojo para avançar muito no terreno. Robben e Kuyt atacavam por aquele lado e Kuyt aparecia várias vezes bem aberto no flanco para iniciar a manobra ofensiva. No entanto, as ordens de Van Gaal pareciam ir no sentido de entrar no último terço com bola controlada e insistir nas diagonais de Robben e na faixa central. Muito medo de arriscar no passe para não permitir transições rápidas à Argentina. Na 1ª parte a Holanda defendeu mal, deixando muito espaço entre linhas, sendo a Argentina incapaz de aproveitar este factor pura e simplesmente pelo posicionamento de Higuain e Lavezzi. O jogo argentino apresentava-se básico e primitivo e só Enzo conseguia colocar alguma magia no jogo, partindo no 1 contra 1 várias vezes e procurando o espaço, isto enquanto na maioria do tempo os centrais entregavam a bola a Zabaleta, Biglia ou Mascherano, para este trio enviar chutão directamente para a defesa holandesa. Mau demais. 
Na 2ª parte Van Gaal retirou de campo o desnorteado Martins Indi (... 8,5 milhões, Porto? A sério?) e a equipa melhorou defensivamente. Clasie também entrou bem no jogo e a Holanda dava menos espaço e parecia melhor fisicamente, querendo arriscar mais do que os argentinos. O domínio acentuou-se com a saída de Enzo Perez e consequente entrada de Palacio e Aguero. Se Palacio teve na cabeça o possível golo da vitória, já no prolongamento, Aguero foi um autêntico zero, completamente ausente do jogo. O momento mais emocionante de todo o jogo foi mesmo o falhanço de Robben. Um toque a mais na bola tirou-lhe a glória e tirou-lhe provavelmente a oportunidade de ser eleito melhor jogador do torneio. 
Quando o jogo chegou aos penaltis ninguém poderia imaginar o nível de espantalhice que o guarda-redes Cillessen atinge nestes momentos. Nem um único penalti defendido em toda a carreira é obra. A Argentina passeou e a Holanda desesperou nesta fase. Para mim a pior equipa qualificou-se para a final. Um conjunto de grandes jogadores com um ET chamado Messi carregaram a nação e tentaram minimizar os estragos provocados por Sabella. Conseguiram. É um grande feito apesar do caminho argentino ter sido incomparavelmente mais fácil do que o que a Alemanha teve que percorrer.

1 comentário:

  1. Quem meia final,diria que nem mesmo kubrik pensaria num filme assim para os brasileiros......esperem claro que pensaria,isto é kubrik,é tarantino.
    Isto é elevar ao nivel maximo o patamar de gozo,eu nao conseguiria pensar em algo tao grande.
    Nunca conseguiria imaginar o brasil levar 7 em casa,isto é a visao do ceu,e eu quero estes golos a passar no caralho da telinha quando estiver a ir para cima.
    Obrigado chocolari tu es deus.

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