quarta-feira, 18 de junho de 2014

MUNDIAL 2014 - Grupo B 2ª Jornada

  
GRUPO B - 2ª Jornada

Austrália 2-3 Holanda - Impossível não simpatizar com os australianos. Praticam um futebol descomplexado e jogam olhos nos olhos contra equipas claramente superiores. O Queiroz acha isto burrice mas entre ser eliminado com 3 pontos em três 0-0's ou ser eliminado com 3 derrotas mas bom futebol, claramente optava pelo bom futebol. Mas também, diga-se, é o Queiroz, não se pode pedir muito. Luís Freitas Lobo disse hoje que cada vez que o Robben pega na bola se devia fazer silêncio para podermos apreciar melhor todo o futebol que nasce naqueles pés; o Robben já tem 30 anos e já não tem muitos anos para dar ao futebol. Por estas e por outras é que este homem é um dos melhores comunicadores desportivos em Portugal. Podem criticar algumas opiniões dele mas não vejo muitos com a mesma paixão pelo jogo e que preparem tão bem - com muitos factos verdadeiramente úteis - os jogos. Neste jogo o futebol positivo da Austrália quase dava frutos e tudo nos leva ao fatídico minuto 68. A Austrália tem uma ocasião flagrante que dava o 3-2 mas Tommy Oar cruza mal e Leckie não consegue finalizar. A seguir, Depay pega na bola e o golo acontece porque o Matthew Ryan não fez o que podia ter feito. De salientar ainda o golo do 1-1, magnífica buja pelos pés do mortífero Tim Cahill, jogador que vai gozando a sua reforma nos NY Red bulls.

Chile 2-0 Espanha - Chile, Costa Rica e México: máquinas com 3 centrais a encantar o Mundo. A Espanha nem sabe como foi atropelada. Se foi a vespa Alexis, se foi o F1 Vargas, se foi o jeep Aranguiz ou se foi o cilindro Medel. Ou então se calhar foi atropelada por todos ao mesmo tempo. Apesar dos bons indicadores deixados no 1º tempo contra a Holanda, os 5 golos encaixados pesaram nas cuecas dos espanhóis. Já dizia o outro: quem tem cu, tem medo. E a Espanha teve tanto medo que sempre que o Chile entrava no último terço lhes apetecia esconder debaixo da cama. Casillas voltou a borrar a pintura, Sergio Ramos fez mais um péssimo jogo e os laterais Alba e Azpilicueta pareciam desesperadamente querer figurar no Marítimo da próxima época. Mas o principal erro, na minha opinião, foi Del Bosque voltar a apostar na dupla Busquets-Xabi Alonso. Chegou ao fim um ciclo e a Espanha vai agora passar por um processo semelhante ao da França. Tendo em conta a qualidade das camadas jovens da Espanha não me parece que esta renovação seja um problema. Tal como a França em 2002 (depois de ter sido campeã do Mundo) e em 2010 (depois de ter chegado à final em 2006), é agora a vez de na Espanha uma geração de campeões cair.

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