quarta-feira, 25 de junho de 2014

MUNDIAL 2014 - Grupo A 3ª Jornada


GRUPO A - 3ª Jornada

Brasil 4-1 Camarões - Mesmo tendo passado este grupo com uma perna atrás das costas o Brasil não me impressiona. Os Camarões deixaram uma boa imagem neste jogo, com uma abordagem ofensiva e a tentar jogar bonito. Os laterais Bedimo e Nyom saltaram para o 11 (o agressor Assou-Ekotto ficou de fora da convocatória) e deram profundidade à equipa assim como espaço para Neymar e Hulk explorarem com fartura. Na frente, o espectacular tridente Moukandjo, Aboubakar e Choupo-Moting tinham pulmão para pressionar na (muito previsível) fase de construção do escrete e ainda para planear fantásticas jogadas plenas de técnica e velocidade mas, por vezes, com pouco cérebro. Foi graças ao génio de Neymar que este grupo não se complicou para o Brasil. Já assim tinha sido contra a Croácia, neste jogo foi mais do mesmo e o menino já leva 4 golos e assume-se como principal figura da Copa. Quando faltar Neymar não sei a quem vai esta equipa recorrer. Já que Scolari insiste no 4-2-3-1, já deu para perceber que Paulinho e Luiz Gustavo formam a pior dupla possível dentro deste sistema. Fernandinho entrou eléctrico e até marcou um golo, mas conhecendo Scolari como conhecemos, já se está mesmo a ver que isto vai ser vira o disco e toca o mesmo até ao final.

Croácia 1-3 México - A melhor defesa é o ataque. Ao México bastava não perder mas em vez de adoptarem uma postura mais submissa e cínica o México preferiu agarrar o touro pelos cornos. Miguel Herrera, o treinador, não inventou e voltou a apostar exactamente no mesmo 11, um 3-5-2 extremamente bem trabalhado onde Layun é ligeiramente mais ofensivo pela esquerda do que Aguilar pela direita. A Croácia, precisando de vencer, avançou Rakitic no terreno e apostou em Vrsaljko a lateral esquerdo. O jogo foi muito repartido, com a Croácia talvez com mais posse e o México a travar uma batalha enorme a meio campo, com Herrera do Porto mais uma vez em destaque. O que me surpreendeu aqui foi a frescura física do México a partir da hora de jogo em contraste com a falta de pulmão dos croatas. Quando Kovac tira Vrsaljko para lançar Kovacic já a Croácia estava com a língua de fora e, percebendo isso, Miguel Herrera lança em campo Chicharito para o golpe de misericórdia. Em cheio. Resultou em pleno e o México chegou ao golo numa cabeçadazorra do Rafa Marquez, isto já depois de Srna ter feito a melhor defesa da partida num lance dentro da grande-área croata. A partir daí o México foi para cima da Croácia, marcando mais 2 golos que poderiam ter sido 4 ou 5. Justo o resultado e justa a qualificação. Grande México! A Croácia pagou pelo físico mas deixou algumas memórias de bom futebol.

2 comentários:

  1. Oi, nos Camarões chamou-me a atenção um tipo chamado Matip. Para além de ser fisionomicamente parecido com o nosso Matic, também me parece que ocupam a mesma posição, ou estarei enganado? O que acahas dele?

    Abraço,
    Rui

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    1. O Matip é central no Schalke (dupla com o Howedes) que dá uma perninha de vez em quando a médio defensivo (contra a Croácia jogou a 6, contra o Brasil a central). Jogador caríssimo completamente fora do alcance do Benfica tendo em conta os nossos cofrinhos. É um gajo forte fisicamente mas sem a técnica do Matic, parece-me. De qualquer forma não é um gajo que conheça assim tão bem para estruturar melhor uma opinião.

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