sexta-feira, 11 de abril de 2014

EUROPA 4ºs Final 2013/14 2ª Mão

Benfica 2-0 AZ - A pergunta que muitos devem ter feito: como é possível o AZ ter chegado aos 4ºs de final desta competição? A resposta é simples: sorte. Desde o playoff de acesso contra o Atromitos da Grécia, passando pela fase de grupos com PAOK (empatou ambos os jogos), Shakhter Karangady (Cazaquistão) e Maccabi Haifa , dezasseis avos onde suaram contra o Slovan Liberec e oitavos onde apanharam um Anzhi longe do que era no ano passado, um Anzhi que desinvestiu e mandou todos os craques à fava. A verdade é que esta eliminatória foi um autêntico passeio para o Benfica. Numa fase crucial da época, onde importava não sofrer fisicamente e manter a equipa forte animicamente, o Benfica apanhar esta equipa do AZ foi uma autêntica dádiva divina. E passeou. Mesmo assim, há factos importantes a reter e a mencionar sobre estes 4ºs de final tão sem sal. Primeiro que tudo o Benfica perdeu o Sílvio, um lateral que pelas exibições que vinha fazendo, começava a justificar uma presença no Mundial (pela polivalência que Cedric, por exemplo, não tem). É triste. Gosto imenso do Sílvio e espero que recupere - não rapidamente, mas bem. Espero que o Benfica o compre, o que ele fez merece o investimento, se é que lhe podemos chamar um investimento. Caridade não será certamente porque o Sílvio poderá ser útil no futuro. O Sílvio tem pernas de vidro mas há janelas que duram uma vida toda. Abram uma janela para este homem. Outra coisa que há a salientar é o regresso de Salvio. Um golo e duas assistências nestes quartos e, acima de tudo, o regresso da alegria e o espantar do medo que o assolava depois da lesão. O Salvio é um jogador brutal e tê-lo no banco diz muito sobre o plantel do Benfica. Por último há a salientar também as exibições de Sulejmani e André Gomes... Pela negativa. São corpos estranhos num Benfica que vai precisar de todos os watts para rebentar com a Juventus na meia-final. Uma última palavra para Artur. Por tudo o que já fez merece disputar esta competição até ao final. Parece-me que está menos pressionado e menos nervoso. Força, Benfica! Rumo à final. 

PS: Se tiver tempo - que não abunda ultimamente - faço uma análise fixolas à Juventus, para vocês saberem como acho que estes marialvas jogam à bola. 

Sevilha 4-1 Porto - A campanha europeia do Porto poderia ter saldo positivo não fosse esta goleada na hora da saída. Não é vergonha ser-se eliminado nos quartos de final da Liga Europa, depois de terem eliminado Napoli nos 8ºs, toda a gente sabia que o Porto nunca iria passear classe até à final. Na Champions calharam num grupo com Atlético (com orçamento superior e que já está nas meias), Zenit (que tem um orçamento muito superior) e Austria de Viena. O 3º lugar acaba por ser injusto pelo que o Porto jogou, mas não é um fracasso rotundo não terem passado este grupo. Na Liga Europa o Porto fez o que lhe competiu fazer até ontem. Mas o jogo de ontem tem muito que se lhe diga. Sem Fernando e Jackson a equipa perde quase tudo. Sim, tudo. A primeira implicação destas ausências é o regresso de Quaresma à titularidade com Ghilas no lugar de Jackson. Qualquer ponta de lança do mundo sofreria com a forma de jogar de Quaresma. O Porto é melhor quando encosta Ghilas numa ala e tem Jackson para a encostar lá para dentro. Até com Quintero jogando a extremo provavelmente um ponta de lança teria mais sucesso. Mas não foi por Quaresma que o Porto não ganhou... O rapaz até foi dos que mais lutou contra a maré e marcou um golão. Sem Fernando o Porto perdeu intensidade no meio campo, perdeu um excelente distribuidor e organizador na primeira fase de construção, perdeu um recuperador de bolas brutal num perímetro maior do que a maioria dos médios defensivos consegue cobrir, perde, portanto, um meio campo. Fernando vale quase por um meio campo. Quantas vezes não vimos já o Porto a atacar em desespero com o Fernando sozinho, feito farol, lá atrás, a recuperar e lançar ataques atrás de ataques? Ontem não houve farol e Danilo e Reyes andaram à deriva. A ausência do Fernando também significou ausência de experiência competitiva naquele meio-campo. A entrada do Sevilha cortou todas as esperanças aos azuis e brancos e o resultado, não fosse a expulsão, poderia ter sido até bem mais expressivo. Com experiência, provavelmente o Porto teria reagido doutra forma ao penalty do Rakitic. Esta eliminatória deixou bem patente o principal problema do Porto 2013/14: a falta de banco, a falta de alternativas. Uma equipa que apostou demasiado em Josué e escondeu o seu maior talento para nº10, Quintero. Uma direcção que não soube contratar extremos, que não soube resguardar os seus laterais, tendo que adaptar o extremo Ricardo à posição, uma direcção que contratou um jogador que envenou a equipa - Quaresma - e que manipulou o futuro de jogadores do seu plantel, contra a sua vontade, tendo com isso deitado abaixo muita da força mental que um tri-campeão nacional deveria ter.

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