segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

17ª Jornada 2013/14

Estoril 1-1 Arouca - Estoril, o adolescente borbulhento com tiques de rebeldia que quer é folia. Arouca, o tio rural que vem jantar a nossa casa uma vez por ano. O adolescente Estoril não se sente bem em casa, quer é sair à noite, quer jogar em terreno adversário, nesta noite quando os seus pais o mandaram descer as escadas para vir cumprimentar o tio Arouca, o Estoril, armado em fino, fez o frete para logo de seguida regressar ao seu quarto, entregue às novas tecnologias. Nem com um presente de Cássio o Estoril largou o instagram. Nem com o pão de ló Stephane a jogar à esquerda no Arouca o Estoril largou o facebook. O tio Arouca, com as anedotas de Pintassilgo e um caramelo em forma de centro, de Ceballos, para a cabeça de Roberto, foram os momentos da noite. Menos 2 pontos para o Estoril, mais 1 precioso ponto para o Arouca.

Marítimo 1-0 Porto - Consta que houve muitos adeptos portistas a ter a ideia de raptar o Paulo Fonseca e de o abandonar no meio da floresta na Madeira... Too soon? Desculpem. O Porto foi à Madeira ser praxado, obrigaram-no a comer bolo de mel madeirense sem garfo ou faca... Afogou-se numa onda de açúcar. Péssimo. Eu sei, eu sei, péssimo...
Que dizer deste jogo? Quando o Gegé, o capitão Ma Rozário (é este o nome que ele tem na camisola) e o Bauer anulam todo um ataque portista, com o Theo Weeks e o Danilo Pereira a dominarem o meio campo e com o Danilo Dias a reduzir o Defour a uma insignificância celestina (adjectivo decorrente do médio defensivo Celestino da Olhanense), que dizer? 

Gil Vicente 1-1 Benfica - Entre as 21h de Sábado e as 20h de Domingo o Benfica esteve em crise. Os seus adeptos chamaram nomes ao treinador, ao Cardozo, Luisão, ao psicólogo e fizeram a já tradicional pergunta "mas onde anda o Rui Costa?". Às 20h de Domingo chegaram as primeiras imagens de Rui Costa, em pijama em sua casa, a dançar a macarena. Mas regressando à crise, Jesus é de facto o principal culpado de tudo o que está a acontecer no Benfica. Dos 3 remates que o Gil Vicente fez à figura do Oblak, um deles é espalmado para dentro da baliza: culpa de Jesus, toda a gente viu os adeptos semana após semana a pedir Artur. As oportunidades criadas, toda a gente sabe que não são fruto do treino mas sim do enorme coração da equipa. Se o Cardozo falha isolado, toda a gente sabe que a culpa é do Jesus por não andar a treinar finalização. Depois de tudo isto só me apraz dizer: Rua Jesus! Volta Camacho!

Sporting 0-0 Académica - Imaginem o Milhouse e o Bart a construir castelos na areia na praia das maçãs. O Milhouse é a defesa e o meio-campo da Académica. O Bart a defesa e o meio-campo do Sporting. O castelo já ia bonito, grandalhão, nisto vem o Nelson e senta-se em cima do castelo: «Ah-ah». Pois. O Montero está em modo Nelson. O resto da malta atacante foi o bully de todo o trabalho honesto dos muchachos mais recuados destas equipas. Leonardo Jardim mostra não ter muitas soluções tácticas, é conservador e acredita no seu 4-3-3 até... Slimani. A equipa transpira e não respira. Falta sempre algo no ataque, quer seja o último passe ou a respiração adequada no momento de finalizar. Irá o Sporting aguentar este ritmo cardíaco?

Vitória Setúbal 2-0 Rio Ave - Nuno Espirito Santo foi fanfarrão. Pensou que metia 5 pescadores ao ataque e que era só choco a saltar para o prato. Enganou-se. Se no Rio Ave entraram 2 reforços de inverno directamente no 11, para agitar as águas, do lado do Vitória os reforços sentaram o cu no banco (pelo menos os de ataque) e serviram para espicaçar o cu aos titulares. No Rio Ave as águas continuaram tépidas mas no Vitória a estratégia resultou em pleno, com Rafael Martins a sentir o bafo de Betinho e Zequinha no pescoço e a despertar para a sua melhor exibição da época. O jogo foi animado, tanto a 1ª quanto a 2ª parte, com algumas boas defesas de Kieszek e na ponta final, sentindo o jogo perdido, a equipa do Rio Ave baixou os braços e viu os seus laterais expulsos. O Vitória consegue aqui a aproximação à 1ª metade da tabela que tanto desejava.

Belenenses 2-1 Braga - Nem a fitinha à Boban salvou o Rusescu. O Braga pagou por tudo o que falhou na 1ª parte. Neste grande jogo entre dois históricos do nosso futebol o que fez a diferença foi o guarda-redes. Enquanto o Eduardo se divertia a mamar golos à figura, o Matt Jones estava em jogo para tratar de negócios e nem as bolas mais colocadas deixou escapar... Excepto... Um dos melhores golos do campeonato. Uma obra de arte do veterano Alan que, poucos metros à frente da linha do meio campo, sacou do astrolábio e indicou à bola o caminho aéreo para o golo, num monumental chapéu ao inglês. Arte. Jogão. Ganhou quem mais precisa de pontos.

Vitória de Guimarães 1-2 Nacional - Có-córó-cócó. Tão útil quanto um espantalho na hora de afugentar os pássaros, Douglas deu asas ao Nacional para este assumir um lugar europeu. Prevejo tempos conturbados no Afonso Henriques depois do desmantelar da defesa catenaccio de Rui Vitória. Neste jogo assistimos a um festival de erros defensivos e o mal menor até foi Douglas, que antes do frangalhão tinha salvo a equipa de sofrer golo de Rondon. Não vai ser fácil e vai ter que ser Paulo Oliveira a aguentar o barco, já que Moreno muitas vezes parece um puto de 17 anos a fazer a estreia nos seniores, perdido em campo enquanto reza ao Deus Clearasil. Nacional atinge o 4º lugar e tem calendário teoricamente fácil nas próximas jornadas.

Paços de Ferreira 3-1 Olhanense - Confesso que este era um dos jogos que eu mais queria ter visto, mas infelizmente a Sport TV não percebeu a importância deste encontro. Não vi, até hoje, imagens sobre o jogo e está mais do que na hora de encerrar a jornada, já que amanhã começa uma nova. Troca de lanterna-vermelha no nosso campeonato, nada que surpreenda quem o acompanha.

2 comentários:

  1. Caro Bujas, palavras para quê? Para além de ficar ao corrente do que se vai passando na nossa maravilhosa liga, ainda fico bem disposto o resto da semana. Priceless.

    ResponderEliminar
  2. mas é que não tenhas dúvidas, esta liga é mesmo maravilhosa. Divirto-me imenso ! Abraço, méne

    ResponderEliminar