segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

11ª Jornada 2013/14


Braga 4-1 Olhanense - Foi preciso jogar contra o par de jarras Lucas-Celestino para o Ruben Micael arrancar uma exibição assim-assim. É um assim por cada jarra. Este resultado é completamente justo mas... E se o Dionisi não tivesse o mesmo instinto que tem para o golo que eu tenho para comer bróculos? Ah pois é! Aqueles falhanços que podiam ter dado o 2-2 podiam ter complicado a vida ao Braga. Mesmo assim, a equipa do professor Zualdo, depois de 5 derrotas consecutivas para o campeonato, consegue com esta goleada aproximar-se dos lugares europeus. Temos Braga?

Académica 1-0 Porto - Fernando Alexandre. Melhor trinco do campeonato. Ai o Matic? Ai o Fernando? Nada disso, Fernando "O Pastor Alemão" Alexandre! O Fernando Alexandre joga bem mesmo com o Makelele baiano ao lado. O Matic ou o Fernando metam-lhes um Fejsa ali que ficam logo sem saber se vão para norte, sul, este ou oeste. Mas este jogo é do sobrenatural. Tenho uma fonte fiável que me diz que o bruxo de Fafe está agora ao serviço da malta de Lisboa. Foram estas forças maléficas que fizeram com que Abazi, o central albanês, possuísse demoniacamente uma toupeira com o objectivo de perturbar a acção ofensiva do FC Porto. Ao minuto 60 foi possível observar Varela com espasmos a ser mordido pela toupeira Abazi, tudo para atirar sem sorte aos postes da baliza de Ricardo para mais uma oportunidade falhada. Andam amigos meus a dizer que nem a rezar na capela o Porto ganha... Eu queria-vos ver com uma toupeira demoníaca atrás a ver onde se iam enfiar. Era debaixo da cama ou numa capela? Capela, como é óbvio!
A equipa da Académica consegue duas vitórias seguidas no campeonato, fruto da entrada de Halliche para o centro da defesa e fruto do Fernando Alexandre se estabilizar como titular da equipa. O Porto tem agora problemas que cheguem com que se preocupar, não que a situação no campeonato seja particularmente grave, mas sim pela pressão que os adeptos estão a colocar no treinador que pouca culpa tem no insucesso. O Porto investiu mal, contratou a pensar no futuro e jogadores como Reyes, Quintero e Herrera, custaram milhões e têm uma longa adaptação a Portugal pela frente. Josué ou Licá são bons jogadores para uma 2ª linha, nunca para serem titulares regulares. Paulo Fonseca é pior treinador que Vitor Pereira? Não, não me parece que seja. Tem é menos linha com que se coser.

Arouca 1-2 Marítimo - O Marítimo com tanta água na Madeira e a liga portuguesa ainda o obriga a ir ao único estádio que não tem água quente? Ele há coisas. Por falar em meter água! Desde que o Briguel e o Márcio Rozário sentaram o cu no cimento das bancadas o Marítimo não perdeu mais. Coincidências? Vamos ver. Quanto ao jogo, o Arouca esforçou-se muito na 1ª parte e há relatos de um ou dois sprints de David Simão na loucura. Depois na 2ª o Marítimo controlou e venceu o jogo graças à inspiração do Heldon. Que dizer quando a estrela do Arouca é o Pintassilgo? Nem sequer é o Pintassilgo original que jogou no Farense, é um Pintassilgo que a única experiência internacional que teve foi no Pandurii, aquela equipa em homenagem ao Panduru que existe na transilvânia.

Belenenses 0-0 Gil Vicente - O galo já começou o luto do Natal em memória de todos os primos da capoeira que vão perder a vida brevemente. Exigia-se mais a uma equipa que jogou praticamente 1 hora em superioridade numérica e que mesmo assim permitiu ao Belenenses equilibrar a partida e estar tão perto da vitória quanto os de Barcelos. Grande tarde dos guarda-redes de ambas as equipas, o Matt Jones não achou piada ao 11 Pé de Barrote da semana passada e arranca uma exibição extraordinária. Já vos disse que o Tiago Silva tem muito futebol naqueles pés? Pois... Tem mesmo.

Nacional 2-2 Vitória de Setúbal - E se no jogo de Barcelos os guarda-redes brilharam, na Choupana fizeram sitcom! Gottardi que vinha fazendo grandes exibições recentemente não consegue agarrar um livre à figura do Nelson Pedroso. Foi buja, mas ao menos que afastasse para canto... Depois de conseguir sabe-se lá como chegar à vantagem ao intervalo, o Nacional preferiu jogar em contra-ataque contra o Setúbal na 2ª parte. Resultado? Deu merda. O Setúbal, pelo que ouvi na Antena 1, até merecia mais que o empate. Mais um puto português lançado pelos sadinos, Venâncio, defesa de 20 aninhos. Esta nova política do Setúbal é de salutar. (Couceiro a surpreender-me... Pensava que ia ser mais difícil substituir o mestre Zé Mota)

Rio Ave 1-3 Benfica - Queria vir publicamente pedir desculpas ao Lima e a toda a gente por lhe ter chamado Pongolle na 4ª feira. Estou mesmo arrependido, a sério. Lima, se me estiveres a ler: MEU SACANA É PRECISO VIR AQUI CHAMAR-TE PONGOLLE, PRINGLE, PAULO NUNES OU KIROVKSY PARA COMEÇARES A JOGAR À BOLA? É? Enfim... Adiante... Ainda estou a pensar por que buraco passou a bola na altura do golo do Rodrigo. É que parece que se formou ali um buraco negro nas mãos do Ederson. Se escutarem atentamente, parece que se ouve um *VLOFT* quando a bola atravessa, depois há o golo e o Rodrigo faz uma espécie de coração com as mãos na direcção das bancadas. Só que eu acho que aquilo não era um coração, era o tal buraco negro por onde a bola passou... Já li em algum lado que o Benfica tinha um laboratório para o futebol. Laboratórios, física quântica no Ederson... Não investiguem, deixem-se andar!
O Benfica preferiu jogar no erro do adversário e na minha opinião fê-lo bem. Quem está habituado a este Rio Ave 2013/14 sabe que esta equipa comete erros defensivos às pazadas. Quando está em posse de bola o Rio Ave abre-se demasiado e faz com que depois esses erros apareçam naturalmente e obriguem a faltas ou a jogadas de perigo do adversário. Foi uma boa abordagem ao jogo numa exibição fraca em espectáculo mas forte em táctica, principalmente na 2ª parte, onde dá para perceber que já não existe aquela tremideira fruto da falta de confiança do princípio da época. O Benfica estabilizou e tem mais armas que os seus adversários para disparar.

Sporting 4-0 Paços de Ferreira - E se o Benfica tem o melhor plantel do campeonato, o Sporting tem neste momento a equipa mais coesa. Foi uma exibição adulta dos leões, sem a tremideira de outras época e sempre com a confiança, desde o primeiro minuto, que a vitória não poderia nunca escapar. Os putos Adrien, Martins e William abafaram por completo o meio campo do Paços e depois no último terço, contra o Ricardo e o Tiago Valente, torna-se fácil. O Montero, depois do nascimento da sua filha, parece que não andava a dormir muito bem. Consta que na noite de Sábado dormiu que nem um leão a pensar nos cordeirinhos da defesa do Paços. Cuidado com o Sporting, concentrado em apenas 2 competições, com muita juventude portuguesa cheia de vontade de vencer. Vamos ver se a manta é curta ou se chega para aguentar os meses frios que se aproximam.

Estoril 0-2 Vitória de Guimarães -  Duas equipas que dá gosto. O Vitória, com alguma sorte e com o seu catenaccio minhoto, levou a melhor frente ao tropical Estoril do Marco Silva. O Trapattoni do Minho entrou em campo mais uma vez com o meio campo musculado e com o Tomané a ajudar em situações defensivas, foi lá duas ou três vezes à frente e catrapumba. Mas a chave do jogo não foi a exibição do Guimarães mas sim a exibição do Estoril. Lá atrás, aquele quarteto é uma dor de cabeça para qualquer treinador, ainda por cima o Vagner neste jogo não esteve particularmente inspirado. Na frente, o Luís Leal a provar que tem tudo para ser um grande ponta de lança... Falta-lhe um bocadinho de cabeça, de frieza, de leitura de jogo, atributos que na frente são fundamentais. Mais demérito do Estoril que mérito do Vitória neste jogo.

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