segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Pontapé Canhão Nº1 - Dinda

DINDA

Natural do estado de Sergipe no Brasil, não foi longa a viagem desde o campo da bola das Laranjeiras até ao campo do Náutico, no Recife. Cresceu com Bizu e Nivaldo no Náutico, numa das melhores participações de sempre desta equipa na Serie A brasileira -- não consegui descortinar se ele chegou a calçar as botas no Náutico. Nas épocas seguintes representou o AD Confiança, primeiro na Serie B e depois na Serie C, antes de rumar à UD Leiria, na 2ª de honra, para dar um pequeno contributo na subida à 1ª divisão em 1994/95.

Foi num jogo contra o Beira-Mar, ao lado de jogadores como Fua, Nelson Bertolazzi ou Poejo, que Dinda se estreou a marcar na 1ª divisão portuguesa. Não impressionou Vítor Manuel e este senhor tratou de o dispensar para o Lourosa, na 2ª divisão B, onde Dinda encontra o pai de Ariza Makukula, Kuyangana Makukula. Seguem-se duas boas épocas na Liga de Honra, primeiro com o Paços Ferreira de António Jesus e depois com a Académica de Vítor Oliveira. Quando Vítor Oliveira ingressa no Leiria, em 1997/98, sabe que não pode deixar Dinda em Coimbra e resgata-o aos estudantes para montar uma grande equipa campeã, responsável pelo regresso do Leiria ao escalão maior do futebol português. Esta equipa estava destinada a feitos maiores. Contava com jogadores como o mítico guarda-redes Miroslav Zidnjak ou Pedro Mingote (o do Pandurii, que anda a eliminar os Bragas desta vida da Europa), defesas como Paulo Duarte, Ricardo Silva, Bilro ou Sérgio Nunes (no comments), médios como Luís Vouzela (que aos 39 anos ainda joga em Oliveira de Frades), Tavares (esse mesmo), Lamptey ou Leão e avançados... Bem, dava para fazer um post inteiro a falar dos avançados que Dinda andou a servir nestes anos de Leiria: Paulo Vida, Duah, Paulo Alves, Derlei, etc. Os resultados eram visíveis e Dinda ajudou ao 6º lugar em ano de estreia na 1ª divisão, seguiu-se um 10º lugar e em 2000/01, o famoso 5º lugar do Leiria à frente do Benfica.

Com a chegada de Mourinho a Leiria dá-se a saída de Dinda para o Marítimo, onde nunca se conseguiu impor, dada a titularidade indiscutível de Wênio. Mesmo assim Dinda tem algumas histórias para contar ao serviço do Marítimo. Uma delas é o golo frente ao Benfica de Camacho, num livre directo que deixa Moreira sem qualquer chance, uma verdadeira buja com o selo de qualidade Dinda (vejam aqui). Outro momento é o golo da qualificação do Marítimo para a taça UEFA, em cima do minuto 90, contra o Rio Ave em Vila do Conde. 

A chegada ao Brasil deu-se pela porta grande, depois de 11 anos em Portugal, Dinda era anunciado no Atlético Paranaense. Não consegui descobrir se chegou a realizar algum jogo pelo furacão mas o que é certo é que este menino chega ao Brasil e o Atlético Paranaense consegue ser vice-campeão do Brasileirão. Esteve por lá mais uma época e depois rumou a divisões secundárias para jogar pelo prazer de dar umas bujas de vez em quando. 

Hoje em dia mora no Recife com a sua mulher apaixonada, Marcigleide, que até vídeos de youtube faz em honra do Dinda, e tem um negócio com o irmão em Sergipe. 

Têm saudades das bujas do Dinda? Então tomem lá disto:



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